Tuesday, August 28, 2007

os traidores vendidos


Aulas optimus com mais de 18 mil baptismos de surf, 40 monitores, 120 pranchas, 300 fatos e sei lá que mais...2º encontro yoga surf em vale figueira!?!!!??..bpi billabong girls com quase 200 participantes.. junta a isto não sei mais quantos eventos e campeonatos, 574 mil escolas de surf, e tens um maravilhoso verão à portuguesa, com os nossos colegas empresários-surfistas a encherem-se de guita enquanto nos enchem o line up de gente e revelam a todos, os sitios mais tranquilos da nossa costa como se tivessem sido eles a descobri-los. Só mais tarde, daqui a uns anos, é que vão perceber a péssima decisão que fizeram, e que se em vez de abrirem uma escola de surf, se tivessem metido noutra coisa qualquer, seriam pessoas muito mais felizes, porque a verdade é que misturar prazer com negócios nunca foi muito boa ideia, e rapidamente se vão esquecer do que é que costumava ser o surf, ir para uma praia sem ninguem só com alguns amigos a partilhar umas ondinhas à maneira. Como diz o génio da escola de surf que inventou e se associou a um desses eventos ; "estamos a massificar o surf a nivel nacional.." ou ainda; " queremos que o desporto evolua o mais possivel e tenha ainda maior notoriedade".. a sério?!?? E eu a pensar que o que queriam era encherem-se de guito à pala de paizinhos ricos e de multinacionais que querem associar a sua marca ao nosso "desporto"..... onde é que eu tnha a cabeça?!? O litoral Português está transformado num centro comercial de surf, mas um daqueles centros comerciais decadentes e foleiros, que já ninguém quer frequentar. Quem é que quer ir para uma praia, com carros por todo o lado, estacionados em cima das dunas, com duzentos gajos dentro de água e monitores de escolas de surf à chapada na areia a discutir quem é que tinha chegado primeiro? Este fim de semana estive mais uma vez no nosso ex-top secret refugio na costa alentejana. Apesar de já não ser segredo para ninguem, ainda é um daqueles sitios que sabe-se lá porquê, ainda não foi invadido pelos caros colegas empresários e por hordas de bifes paparucos. Aliás, ao contrário disso mesmo, a praia por estes dias foi frequentada por alguns surfistas portugas a ensinar os filhos a surfar e a estar na boa dentro de água. Era assim que o surf devia de ser, a arte do deslize na merreca a passar de geração em geração de uma forma natural em comunhão com os nossos amigos, familiares e com a natureza. Amen! Desculpem lá o desabafo e a intervenção politica, este post realmente tem pouco a ver com o espirito do tubus-eternus, que com a sua visão egoista das coisas, está mais preocupado em promover o localismo e o surf classicóromantico da santa terrinha, que era bom que se mantivesse assim, mas o cerco aperta-se, e os nossos vizinhos com as suas praias da moda e as suas escolinhas de surf, aproximam-se a passos largos da lotação esgotada, e quem vai sofrer com isso somos nós que gostamos de paz e sossego no line up, e odiamos partilhar o pico, principalmente com gajos que surfam melhor que nós e que participaram numa surf clinic! Surf clinic?!?... ora foda-se!!

37 comments:

Anonymous said...

Santas palavras. nunca estives-te tão certo. Sou Algarvio e surf há mais 20 anos, e isto aqui quando comecei era o ceu mas agora...
Escolas, espanhois, parvos, e a pu#a que os pariu. Ainda tenho o meu recanto mas quando aprece alguem, desse tipo de gente que falas , faço um esforço para não ser localista mas por vezes...
Santas palavras...
Etienne

Homem do Mar said...

O maldito "surf/bodyboard business" impera cada vez mais. A cultura das ondas e do surfar por prazer foi substituida pela cultura das marcas, das revistas e dos campeonatos que passaram a dominar totalmente o panorama.

A vertente "soul surfing" foi esquecida ou totalmente adulterada de forma a também ela poder ser falsamente comercializada.

E o que fazemos nós para inverter esta tendência? Pessoalmente optei por boicotar todo o tipo de iniciativas comerciais, pois não entro em campeonatos, não compro surfwear nem revistas e limito-me a gastar dinheiro no material estritamente indispensável para surfar.

Penso que é necessário travar esta indústria do crowd que apenas vê dinheiro à frente e cabe a cada um de nós tomar as suas decisões neste sentido. Tal como já acontece noutro paises em que domina o excesso de crowd associado ao mau ambiente dentro de água e à violência o futuro em Portugal também não é risonho.

Maldito surf-business que tudo corrói onde põe a mão!

altarmar.blogspot.com

Anonymous said...

Faço das tuas palavras sabias as minhas...Em tantos anos de surf nunca vi nada assim...Tão má onda na cabeça de tanto dito amante do surf...e nisto tudo, espero que o "nosso" secret (not to secret),e penso que estamos a falar do mesmo continue pelos menos como está para que daqui a uns tempos possa ensinar a minha filha Mar o que é o soul Surfing... Abraço Nuno P.

Josefo said...

Não me querendo repetir, mas também não posso deixar de apoiar o teu texto... Sou de Lisboa, mas vivo há cerca de 9 anos radicado no que chamas o vosso "secret alentejano"... Nessa altura, o pequeno riacho ainda tinha enguias, a relva era farfalhuda e poucos eram os que por lá acampavam... No Verão passado quase que deixou de haver relva comparado com os anos anteriores... Enguias, essas são um mito... As ondas essas ao menos continuam, com mais ou menos gente, mas salve-nos o PNSACV que ainda torna aquela zona como proibitiva para a prática de actividades comerciais, aulas ou pseudo-aulas de surf inclusivé (sim, é verdade, todas as escolas que por lá se vêm estão ilegais!!). Nunca gostei do localismo, mas reconheço que existe uma altura para a qual há atitudes que têm de ser tomadas... Surfo praticamente todos os dias de há 9 anos para cá e de repente ver 3 (sim 3!!!) escolas a entrarem todas ao mesmo tempo numa só praia torna-se dose, até para o mais pacífico. Um abraço, a gente vê-se na água!

Tininha said...

Este ano assisti a uma triste cena em plena praia da Arrifana. Faço férias na Arrifana já há uns anos e nunca vi aquilo com tanta gente como este ano. Parecia que tinham descoberto o paraíso. Minha nossa!!! Eu não pratico surf, gostava e se gostava, mas depois de ver estas cenas... não obrigada.
Agosto. Sábado. Maré Alta. Praia à pinha, mal dava para nos esticarmos na toalha. Um grupo de 3 rapazes que estava no acampamento ao meu lado, resolvem ir surfar. Depois de escolherem o sítio que lhes pareceu melhor, avançam para dentro de água. De repente vejo uns gajos de t-shirt igual (escolas) aos gritos... literalmente escurraçaram os rapazes de dentro d´água, como se aquilo fosse deles. Epá, aquilo foi de uma falta de tudo... eu nem queria acreditar.
Mas desenganem-se os que julgam que são só os das escolas que têm estas atitudes, na vale fiqueira também já assisti, há 2 anos, a uma discussão entre 2 grupos de surfistas, na mesma onda "saíam daqui que esta praia é nossa". Já para não falar no desrespeito que têm para com os banhistas.
Em relação a fazer negócio com o surf, não me espanta. Também no surf há pessoas sem escrúpulos e interesseiras, ou não?

bernardo carvalho said...

Às veze penso que o que leva um surfista a achar uma brilhante ideia, a cena de abrir uma escola de surf, é porque pensa que assim vai surfar mais e estar mais tempo junto ao mar. Perfeito, juntar o útil ao agradável. Ele que se desengane. Vão ser mais os dias em que vão estar altas, o pessoal a curtir umas boas lá fora, e o desgraçado a empurrar meninos nas espuminhas, e a stressar com o business, e a perder a melhor maré e a já não conseguir absorver aquela energia incrivel com que o mar nos banha. Fonix, josefo! como é que sabes de que spot estou eu a falar? Já falei demais foi isso?

bernardo carvalho said...

ah! as fótos não é? claro...

HEM said...

Subscrevo o que foi dito.

Infelizmente assisto a esse fenómeno já há algum tempo nas terras Jagozas; que (por muita tristeza minha) tem sido, sucessivamente, o local por excelência alvo desses fenómenos e modas.

É lamentável que quem lida e pratica os desportos de ondas os consiga aliar a este mundo frenético, de verdadeiros “patos bravos do surf”.
Já estou como um amigo diz: “o pessoal vem stressado das cidades e depois não sabe viver sem stress”.

Coffen said...

No outro dia estava a falar com um amigo meu sobre a evolução do surf, da quantidade de escolas, de marcas, lojas, produtos, campeonatos, e de crowd, disse-lhe que isto para mim não era evolução, era explosão, vão rebentar com o mitico espirito dos corredores de ondas, e inevitavelmente comecei a falar no passado. Lembrei de há vinte anos atrás, quando todo o surfista era discriminado, e apelidado de rato de praia, calão drogado etc, das surfadas sem ninguém, das atribuladas surftrips em carros podres, dos hoteis 5 estrelas com camas de areia e vista para o céu, das ressacas matinais curadas com umas ondas na cabeça, das rigorosas dietas à base de arroz e enlatados, das matinais de inverno, dos evoluidos fatos de surf (Aleeda), com respiradores naturais e flexibilidade quase nula, das pranchas single fin que pesavam mais que uma bicicleta, enfim de toda uma mistica, dedicação e amor que existia pelo surf, pois nessa altura para ser surfista era preciso ter força de vontade e espirito de sacrificio, não existiam as grandes superficies comerciais onde hoje em dia entras, e com 150 euros, meia duzia de dicas do empregado com discurso estudado e vinte minutos depois saís surfista,... escolas de surf???,... de windsurf sim, existia uma em carcavelos!!!!, enfim outros tempos, bons tempos. Daqueles que gostava que a minha filha, quando começar a fazer surf, se gostar (espero que sim) pudesse pelo menos passar por alguns...
Passada meia hora o meu amigo começou a dizer: estás a ficar velho, meu!... esse discurso nostálgico não te serve de nada, tens de adaptar-te... é a evolução!!!
Evolução?!?!?!
Mas quem disse que o surf precisava de evoluir?
Se calhar aqueles que estão hoje a lucrar com isso!
E quem disse que o caminho era este?
Os mesmos que preferem o azulinho dos euros ao azulinho da parede de uma onda de meio metro!

Vamos ver onde isto vai parar!...
Prefiro ficar velho e nostálgico do que adaptar-me a esta merda a que chamam evolução!!!

Já agora, essas multinacionais deviam investir mais em gajos como o Dave Rastovich, para as novas gerações os verem como idolos e exemplos a seguir, para não crescerem com aquela sede sanguinária de competição!!!... O surf não é competição, é prazer e estado de espirito!!!

Coffen said...

O Coffen sou eu!!! Luís (Coffen) Paixão, apelidado no primeiro post do tubus, lembras-te... :)

Josefo said...

Completando o meu mail, e mais directamente ao Coffen e Bernardo: A evolução seja no surf, seja em qualquer outro desporto ou situação é impossível de parar e benéfica se feita de forma responsável... Lembrem-se que é também por causa dela que vocês não andam ainda a surfar com pranchas de madeira a pesarem 40-60Kg, e que tanto os fatos como as pranchas estão actualmente com preços relativamente baixos e de excelente qualidade (ambos dependem do petróleo, nomeadamente de compostos derivados... já alguma vez se perguntaram porque também os preços aqui não sobem? Claro, no passado as margens eram tão grandes que a competitividade aliada ao aumento de preços das matérias primas veio a roer cada vez mais essas margens, saindo o consumidor beneficiado, não tanto talvez no preço, mas principalmente na qualidade). Mas vá, por exemplo, Bernardo, imagina lá que eu levava esse ódio todo q exprimes ao limite... Achas que tu e os teus amigos conseguiriam vir para cá surfar, quando nós de cá vimos esse local ser literalmente destruído ano após ano por causa de "turistas de fim de semana" como vocês (sem ofensa)? Claro que não, mas essa também não seria a atitude responsável.
Uma atitude responsável é admitir que a evolução e a massificação do surf (e já agora de todos os outros desportos de mar) é um facto, e que por isso cada vez mais regras e ética são necessárias a um correcto ordenamendo... E é nisso que mais falhamos. Quantas escolas, antes de ensinarem as posições, antes de ensinarem os movimentos e/ou explicarem as práticas de segurança na água, começam por dar noções de ética e de respeito pelo próximo? Muito poucas pelo que conheço e, modéstia à parte, conheço um universo significativo, acreditem. Quantas escolas respeitam as regras impostas pelo ICN (e, cá por baixo, pelo PNSACV) para a prática de aulas? Veja-se o caso escandaloso da associação de escolas de surf do algarve, em que, em vez de cada escola tirar uma licença, como manda a lei, reslveram dar a volta encontrando uma omissão na lei e assim formaram uma associação para a qual existe apenas uma licença... Resultado: nem todos os professores são certificados, nem todas as escolas têm uma licença específica e/ou local autorizado para a prestação das aulas per se, e nem todos seguem a regra de um professor certificado para um máximo de 8 alunos, mas poucos sabem disto, e então como resultado temos escândalos como o Amado, praia onde desde há anos simplesmente me recuso ir.
Penso que também temos de ter cuidado ao tomar posições extremas, nem todos temos a sorte de ter tido pais que nos pudessem ensinar ou dar dinheiro para a primeira prancha, nem todas as pessoas têm a sorte de ter amigos que façam surf e estejam dispostos a ensiná-los, as escolas são precisas e necessárias para uma correcta evolução do nosso desporto, seja a nível amador, seja a nível profissional... Porque a mudança, quer queiram, quer não, está a acontecer todos os dias, e ou lutamos contra ela tornando-nos num género de "velhos do restelo", ou a admitimos como uma mais valia, procurando tirar daí todas as vantagens possíveis, ao mesmo tempo que tentamos limitar e controlar os seus efeitos mais nefastos... Acho que como em tudo, o respeito pelo próximo e o cumprimento das regras mais básicas começa por ser o cerne da questão. A nós, "freesurfers", resta-nos conhecer as regras que se aplicam a essa massificação e comercialização do surf, e zelar pela sua aplicação... É o que faço, confesso, quando vejo alguma escola que sei estar a pervaricar, imediatamente a polícia marítima ou a GNR da área recebem uma queixa telefónica, e pouco tempo depois essa escola aprende uma lição da pior maneira... Afinal de contas, se eu pago os meus impostos e sou obrigado a cumprir a lei, porque não hão-de os outros de o fazer também?
Mais um abraço, vêmo-nos no pico!

Coffen said...

Concordo contigo Josefo! Esta massificação desmesurada das pseudo-escolas de surf, estão a maior parte delas no caminho errado, e como podem essas pessoas ensinar noções de ética e de respeito pelo próximo, quando são os próprios a contornar a lei e a aproveitar as suas lacunas? Obviamente que o objectivo é dinheiro fácil, sem se quer perceberem que tem nas mãos a maior de todas as responsabilidades, que é tomar conta, ensinar, e educar um pouco, também, as crianças que pagam para lá estar, já para não falar na segurança!!!
Em relação aos materiais de surf actuais, claro que são muito melhores e a relação qualidade preço melhorou bastante, mas para isso são precisos mais recursos, os tais (compostos derivados), que cada vez mais penetênciam o nosso planeta, antes fazia-se a reciclagem de material de uma geração para a outra, começava-se com material usado, e ia-se evoluindo (se te disser que faço surf à 20 anos, e só à um ano atrás comprei a minha primeira prancha nova!!!).
Hoje em dia os putos compram tudo novo, e da marca da moda claro!!!.. e logicamente que as marcas servem-se disso, e até inventam!!!... (já tou como o Bernardo) surf clinic?!?! foda-se, Já agora o que é essa merda?, é onde se faz os penteados à surfista?, ou onde se depilam os pelos para não se enrolarem nos fatos?, bem, mas, este novo ambiente megalómano que envolve o surf actual, faz-me lembrar aquele pescador que vivia numa praia paradisiaca com a familia, e era super-feliz, até que um dia apareceu-lhe alguém a dizer-lhe: Voçe se comprasse um barco maior apanhava mais peixe para vender e fazer dinheiro, com esse dinheiro comprava mais um barco para apanhar mais peixe, logo fazia mais dinheiro, até que chegava a uma altura em que já não precisava de trabalhar, e depois vivia o resto da vida descansadinho a fazer o que gosta!!!... O que acha?
O pescador disse-lhe:
Meu amigo, para quê esse trabalho todo se eu já faço o que gosto!!!

Surf sim!!!, mas por gosto!!!
As ondas não vão mudar a sua forma, se, se investir desmesuradamente no surf!

Abraço!!!

pas said...

....meus caros colegas corredores de vagas, na minha humilde opiniao, este tema abordado pelo zé bird terá sido, ou mesmo será um dos mais importantes para manter a nossa atitude pelo surf e tudo o que o rodeia.
Não sei se estão de acordo, mas acho de extrema importancia, que este tema passe para a abertura do telejorna da TVI e outros tabloides importantes que abram os olhos a quem por oportunismos anda a estragar um dos desportos /Hobbys/ prazeres/ seja o que for, mais naturalistas e saudaveis de todos os tempos.
Deixo aqui os meus verdadeiros e sentidos cumprimentos a todos os comentadores deste "Post", pelo o testemunho sincero e realista, que demonstra verdadeiramente que as coisas não estão nos carris certos e de que alguma maneira tem de haver uma atitude global para mudar o rumo às coisas.
Terá começado aqui neste "Post" ??
certamente os meus filhos passaram por um pouco do que eu passei no inicio da minha vida como corredor de vagas.

Um abraço a todos >(((º>

zamotanaiv said...

UUU Yeah!
7 da manhâ na iauga da mariana!

coffen said...

josefo... micios, és tu o amigo do Barretornatos!!!...

Vasco said...

em acordo pleno...e isto é guerra...e o mais engraçado é que eles não estão a massificar o desporto por cá...muitos dos que vão para uma escola de surf não resistem ao primeiro Inverno cá por cima...talvez no sul as coisas sejam diferentes, mais amenas...mas por cá o Inverno doí e sempre afasta alguns do que começam em "escolinhas" no Verão... no entanto o surf está na moda e por cá abundam tipos de classe média com surftechs, NSP, e outro aparelhos de ortopedia aquática...todos eles devidamente prescritos em lojas de surf( como farmácias a receitar prozac para crises antecipadas de meia idade). Encontraram maneira de fazer mais lucro do que com o tradicional shaper que lhes fazia umas kustom e perde -se assim mais um vinco e caracteristica da nossa cultura...é preciso que seja dito que muitos dos actores do nosso surf negócio são escoria no que diz respeito a divulgação e crescimento de algo que fazemos e respiramos por prazer...
Para variar os professores de surf são os "pobres" coitados do costume... mas saiu lhes a sorte grande por causa das operadoras de Telemóveis, empresas de cerveja, e afins do género...
Se não te importas vou fazer um quote do teu texto no meu blog...é um dos mais significativos arrufos em tuguês decente...

Josefo said...

Coffen, confirmo, Barretornatos é meu amigo, mas não lhe digas nada! :)

Novo abraço a todos, se umaconclusão é possível tirar disto tudo é q é realmente uma problemática q nos põe a pensar a todos... E já agora um abraço muito especial pó pessoal de Viana (grande terra, grande gente, grandes ondas)!!

Anonymous said...

Tenho estado a ler os vossos post e apesar de compreender perfeitamente o q vos vai na alma, tenho de dar o braço a torcer às escolinhas de surf. . .se eu ha uns anos soubesse q era uma coisa q ia dar o dinheiro q dá, podem ter a certeza q abria uma. O espirito empreendedor é algo q se deve valorizar e n por mais q me custe ver os mar cheio de gente, os parques lotados, as estradas paradas com transito, as escolinhas à estão a fazer “mal a ninguem”, nao estão a destruir nada e principalemente estão a dar oportunidade às pessoas, q nao têm nem amigos, nem familia, de começarem a praticar um desporto. É justo, parece-me! Se bem q há uns anos atras (e ainda hoje) não era preciso escolinhas para começar a surfar. . .bastava ter alguma consciencia, nao fazer nenhuns disparates e ter espirito de surf (o q envolve um certo “esforço” em varias areas q varios de vcs já mencionaram. Q no fundo é o verdadeira espirito surfista e quem corre por gosto, nao cansa).

Se as mesmas estiverem legalizadas, ninguem as pode acusar de nada. O surf simplesmente virou modinha. . .e agora, para além do crowd habitual que normalmente se apanha na agua, aparecem tb os paparucos q nem sequer sabem o q são prioridades.

É pena q tenha virado moda. Tem algumas vantagens mas, a meu ver, as desvantagens sao mto mais. . .

Penso eu de que...

FREDERICO said...

Boa Sr. Jose estas inspirado e ligeiramente enrraivesido abraço fred

dizia ela baixinho said...

parece-me que vocês são contra a massificação do desporto (entenda-se aqui surf) e contra a invasão dos vossos spots de eleição: nada de mais errado.

quem promove o surf - abrindo escolas, whatever - fá-lo e muito bem. porque promove uma prática desportiva interessante, porque arranca adolescentes do levantamento de copo e arremesso de beata. há projectos pioneiros no brasil que constituem prova viva do resgate de muitas hordas de meninos de rua dos tentáculos de algumas 'cidades de Deus'.

surf romântico? é uma ideia bonita, mas é restrita a um grupo muito pequeno e com isso não posso estar de acordo: é elitista e colide com os princípios básicos de liberdade e de democracia. os espaços são de todos, as práticas desportivas tb.

bird, a minha voz costuma ser 'simpática' na tua casa, lamento discordar neste ponto: não estarás a ser como aquele velho do restelo que praguejava contra a 'modernidade'? (para além de que a empatia sistemática não produz ideias novas - isto, sim, já é provocação!).

de qq modo, é só o meu ponto de vista e, como tal, desta vez, assino-o por baixo, sem o escudo do nick.

mafalda

p.s. um abraço

zamotanaiv said...

Há!!
Já apanhei uma!
só faltam sete e coisa oito e tal!

dizia ela baixinho said...

hey zamot!

epá não metas as outras múltiplas ao barulho que ainda levo uma amona daquelas e corro o risco de engulir um carapau... maçada esta a da personalidade múltipla, ah pois é!

(e aquele template verde alface que tinhas?!)

zamotanaiv said...

Pois é, apagou me os links todos...
não há nenhum todo verde, alface. Só mistura...


Parece-me que esta problematica aqui de cima, acontece em tudo o que ainda não tinha sido descoberto pelos outros. Há tantos sítios e mesmo ambientes que mudam...

É uma questão de mudar de secret spot. Ir descendo... para aí 2000 Km abaixo de sagres. Faz se num instantinho.

hihihi said...

O que mais me entristece não é a "muvuca" e a "farofada" (pronto, irrita-me um bocado), mas sim, a falta de respeito com o meio ambiente. Encontrei tanto lixo (entre garrafas de plástico, toalhetes, papéis, sacos etc) nas caminhadas que fiz pela Costa Vicentina... triste, triste...

Bjos
Y.

bernardo carvalho said...

1-lá na aldeia do meu avô havia um campo de futebol onde se faziam grandes jogatanas de 11 para 11. Entretanto a aldeia foi crescendo, e cada vez havia mais habitantes, e todos queriam jogar à bola. Um dia houve um desses jogadores que resolveu abrir uma escola de futebol e cobrava aos habitantes para os ensinar a jogar, mas em vez de os ir ensinar ali ao lado, o que ele fazia era ir dar aulas para o meio do campo onde os outros já estavam a jogar. Agora nesse campo de futebol havia mais de 100 jogadores ao mesmo tempo e a confusão era tal que já ninguem conseguia jogar como deve de ser. Um dia os jogadores mais antigos já fartos daquela nova sittuação resolveram começar a jogar ali no descampado da aldeia ao lado. Aqui o campo era bem pior, cheio de altos e baixos e as balizas eram feitas com umas pedras, mas mesmo assim eles preferiam vir jogar para aqui... Entretanto no outro campo, no bom, por esta altura já não havia uma escola para ensinar a jogar à bola mas sim umas 20. Os professores dessas escolas, ali andavam todos à molhada e à estalada porque já não havia espaço para todos, e com tudo isto já nem se lembravam porque é que gostavam tanto de jogar à bola muito menos naquele campo horrivel, por esta altura cheio de gente e lixo espalhado por todo o lado, porque eles tinham-se esquecido de que jogar à bola não é só mandar pontapés no esférico. Eles já não se lembravam que o que a bola tinha de realmente bom, não eram as altas fintas nem sequer o fazer bem à saúde. Era outra coisa que só quem já jogou assim é que entende. Agora esses professores de bola querem ir dar aulas para o descampado porque já não cabem todos no campo da aldeia, mas maus, maus como às cobras são os outros jogadores que não querem que aconteça no descampado a mesma coisa que aconteceu no campo da aldeia, mas os donos das escolas de futebol precisam de continuar a lucrar e assim andam de aldeia em aldeia, de campo em campo, a encher os bolsos, e não é com certeza com os meninos desfavorecidos dessas aldeias porque esses não têm dinheiro. É mais com os filhos dos empresários ricos porque esses é que pagam barbaridades a alguem que os substitua na formação dos filhos, porque eles já não têm tempo nem para os ensinar a andar de bicicleta quanto mais a jogar à bola.

2. Há muito muito tempo, havia um campo de futebol num sitio muito isolado, com um relvado perfeito num cenário idilico. Um dia um jogador que por ali passou viu os locais a jogar e pediu-lhes para jogar com eles e assim foi. Tinha sido o melhor jogo da vida dele. Passado uns meses o mesmo jogador apareceu por lá mas desta vez com uma camionet cheia de jogadores que lhe pagaram um dinheirão para irem para ali jogar porque aquele era o melhor campo do mundo.
Os locais ficaram fodidos e quanto a mim com toda a razão.

dizia ela baixinho said...

agradecida pelas histórias, belas alegorias/metáforas do que exprimiste anteriormente.

passo cá depois para comentar como deve ser.

(já viste a procissão na praia das maçãs, onde a santa vai em cima de um andor que é uma prancha de surf?! signs of the times...)

abraço

bernardo carvalho said...

Não vi mas adorava ver..faz todo o sentido. Como vez o surf é como uma religião.. uma religião com ramificações fundamentalistas, mas pacificas... na verdade muita parra pouca uva. bjs.

bernardo carvalho said...
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dizia ela baixinho said...

o surf como uma religião, interessante. a propósito, fica aqui o link da 'santa do andor de surf':

http://oitoecoisa.blogspot.com/2007/09/andor-de-surf.html

dado curioso: a primeira vez q li este teu protesto, concordei com os argumentos q apresentavas. cheguei a escrever um comment de apoio. apaguei-o pq achei q não acrescentava nada de novo face ao que já estava dito e escrito.

statement nº 1: sou uma localista como tu, defendo o meu território e sou altamente territorial.

statement nº 2: a vida é p ser vista dos seus vários prismas e o meu comentário foi nesse sentido, ver novos ângulos à questão e que não estavam aqui explorados.

statement nº 3: sou uma provocadora , embora o faça de forma pacífica.

statement nº 4: acredito naquilo que disse nos comments anteriores, assim como concordo que as surf clinics estão a desvirtuar uma prática desportiva e a arruinar locais protegidos e/ou 'secretos', via hordas de pessoas e lixo e o q mais faltar aqui e não me lembrar.

statement nº 5: mais triste ainda é ver q este fenómeno extravaza a prática do surf e se estende a outras áreas desportivas. estive numa serra este ano e não havia final de dia em q não recolhesse por minha iniciativa um saco de lixo q os 'grunhos' insistiam em deixar nos locais. as caminhadas q fiz nos sítios mais improváveis estavam cheios de lixo.

temos um longo caminho a percorrer nas questões do respeito pelo ambiente. por isso, gostei de ler o teu desabafo/protesto e histórias subsequentes.

gostava ainda de saber quais sãos as alternativas ou caminhos q propões tendo em vista a inversão deste processo de q falas neste post (eh lá, trabalheira..).

um abraço de alguém que ama tanto o mar como tu.

bernardo carvalho said...

olá maf. se proibissem actividades comerciais, eventos e campeonatos em 75% das praias do nosso litoral já não era nada mau. ( ainda devem sobrar para aí umas 80 praias para darem asas aos seus negócios )

agora mesmo bom, era que mesmo sem proibir, isso fosse uma cena óbvia para quem explora financeiramente actividades na praia.

Ainda há praias que não rimam com guita, nem com lixo, nem com centenas de pessoas.

os verdadeiros surfistas, sejam prós, amadores, paparucos, donos de escolas sabem isso. Os gananciosos traidores vendidos não sabem nem querem saber.

dizia ela baixinho said...

enterro a minha excalibur, bird! :P

para além de tudo o q foi aqui dito, ficou a ecoar-me a expressão surf clinic: expressão mesmo... como dizer... vendida, estúpida e a armar ao pingarelho (uma vez ouvi-a, mas em relação ao ténis e na alturei matei-me a rir) no fundo, é o espelho de quem quer desvirtuar uma arte e fazer business implacável com a mesma.

tb estou contra esses.

q os vossos spots se mantenham vossos. e q cuidem bem deles.

Anonymous said...

Ninguém ainda aqui comentou mas a culpa desta maldita explosão no surf foi dos filhos da puta da TVI e essa novela inqualificável chamada "Morangos com Açúcar", foi a partir desta bosta q qualquer criancinha com mais de 6 meses de idade passou a pedir aos pais para aprender surf, especialmente as gajas (habitualmente mais consumidoras de novelas)...

dizia ela baixinho said...

caro anónimo, como é q eu não me lembrei desse ângulo da questão? afinal as 'gajas' carregam a culpa desde a maçã no jardim do paraíso.

teorias creacionistas à parte, és capaz de ter razão: fomos nós q parimos a humanidade. daqui até às surf clinics - acicatadas pelas mães dos putos agarrados aos morangos com glicose - e invasão e poluição das praias de gente e lixo é só um pulinho.

nice weekend p todos.

Anonymous said...

cara Dizia,

Convenhamos q uma grande % da malta nas escolas são "moranguinhas". Desta forma sentiram-se com mais possibilidade de se aproximarem dos moços, em vez de ficarem na areia (tipo "baratas tontas") a aguardar pela sua saída triunfante da água. Com esta fantástica ideia vão lá para dentro trabalhar para o bronze e criar ainda mais confusão. Faço surf desde 85 e nunca vi tanta gaja dentro de água!!! até aí tudo bem, o problema é q passam o tempo a conversar ou a olhar para as gaivotas, e não se vê q estejam alí para a finalidade principal, haja paciência !!!! Caso fosse feita uma estatística dos morangos q depois do Verão voltam por sua iniciativa às praias, dava para ter uma ideia q se trata de uma maldita moda. Os gajos da TVI podiam ter-se lembrado dos patins em linha, dos matrecos, ou mesmo do futebol (imaginem os moranguitos todos com estilo à C. Ronaldo com brincos em cristal e a pronunciarem a palavra jEgadores, eh eh !!) . Olha já dizia o outro: o q faz falta mesmo é q venha um swell à maneira para animar a malta.
abçs e bjs

dizia ela baixinho said...

caro anónimo,

eu fico contente com a inversão dos papeis e com a entrada das miúdas na prática do surf, estejam elas dentro de água a surfar, a apanhar o tal do bronze, ou só a piscar o olho e a galar o miúdo mais giro lá no areal (mas isto sou eu a defender a minha 'classe').

a massificação de muita coisa é feita via televisão e esse folhetim inominável veio 'vulgarizar'/pôr no limelight o surf. matrecos ou patins em linha era bem pensado, mas é muito menos fashion, convenhamos.

enfim, vocês que são surfistas têm que viver com isso: o surf 'está a dar', consequentemente é um fenómeno de moda. pode ser q passe. ou não. há q ter paciência.

um grande swell p te animar a ti e a esta malta tb. :)

Anonymous said...

Bem precisava....

Ainda ontem com um mar pequeno a P. Pequena e Ribeira tinham mais surfistas q gaivotas.....

Está a fazer falta é um daqueles Invernos bem frios, com muito sol e um Leste à maneira :)))) ah !!! e altas ondas !!!! metade dos morangos desaparecem logo :))

abçs e bjs

Anonymous said...

Bem Zé , isto está a crescer.
Não vinha aqui a algum tempo e pelos vistos... Hummm!
Polémicas á parte , curti mto o nº2 no campo da bola na aldeia do teu avô.
Mesmo no ponto!!!
Abraço.
Barros